sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Primeira Vez: Batida com o carro

Quem nunca fez uma dessas?

Bom dia ao clube super exclusivo de leitores deste espaço cibernético.
Hoje é sexta!
Finalmente esta semana chata está terminando.
E o tópico é bem legal!
Avançando na listinha...
  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeira vez que ouvi Pink Floyd !!!
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido
Quem já aprontou com seu carro, pode levantar a mão!
Ou pode enviar comentário no blog também.
Todos são bem vindos a promover uma interatividade por aqui.
Batizadas em garagens ou estacionamentos por aí são coisas da vida.

Mas hoje quero relembrar a minha primeira vez, fazendo merda em via pública!
Fuck Yeahhhhh!
Até os melhores pilotos fazem besteiras em momentos de inspiração divina.
Isso mesmo, modestamente, me considero um ótimo motorista.

Certamente, o melhor a por as mãos no meu carro.
Especialmente por que não deixo ninguém mais fazer isso mesmo! (Hahaha)
O mais interessante é como sabemos escolher bem a hora de fazer as idiotices.
Resolvi experimentar as emoções de um acidente de trânsito no exato dia em que havia feito a vistoria do seguro renovado do carro.

Estava saindo da oficina da seguradora, todo contente por estar com o seguro renovado.
Aquela sensação feliz de estar pagando 10 parcelas de R$ 286 para o Itaú.
Este foi o último seguro que fiz para o carro, em 2012.
Realmente existe este fator psicológico de ter um seguro.

Mas no fim das contas, é bobagem.
Acostumei super bem a estar sem seguro algum.
Viram como é bom ficar sem emprego?!?!
Você aprende a desapegar de coisas bobas como seguro de carro!

Então, dirigindo feliz pela avenida da oficina, foram alguns minutos até chegar em um "balão" para seguir a direita, rumo a um supermercado ou a um shopping.
Honestamente esqueci desta parte... para onde raios eu estaria indo?
Mas como todo e ótimo motorista educado, eu deixo a preferência para todos que estão fazendo o maldito "balão" (rotatória em alguns lugares).

Ali passa uma jabiraca fedida, enferrujada, e infestada por 4 manos.
Quem é de SP vai entender a parte dos manos, corintianos sofredores ô meu!
A coitada da Ford Belina ano de 1900 e alguma coisa fazia uma fumaça as vezes.
E balançava que era uma beleza.

Daquelas visões do inferno que já te irritam apenas de estar perto.
Imagine então estar bem atrás de uma coisa destas.
E os 4 manos fazendo a maior farra dentro.
Pensei... isso vai dar merda... vou tirar o pé do acelerador e deixar alguém me passar...

Deveria ter freado mesmo!
E sim, deixar algum carro de madame rica que trai o marido, ficar entre eu e a jabiraca.
Estávamos chegando perto da quadra do supermercado.
E os "manos" retardados resolveram olhar para trás... e ficaram me provocando.

Faziam paradas na minha frente, para ver se eu bateria neles.
E faziam isso bem no meio do quarteirão.
E aquilo foi me irritando...
E não tinha espaço para passar os malas...

Foi que chegamos no sinal vermelho.
Ai começaram a acelerar o carro, com o freio de mão puxado!
E olhando para trás, com cara de quem diz... tenta me pegar quando o sinal abrir.
O problema foi que o sinal abriu...

E os filhos da puta continuaram a fazer a gracinha com o freio de mão...
Aí... sangue fervendo... enfiei o pé!
Mas virei todo o volante para a direita e soltei a embreagem.
Motor bom de 1.8 tem um belo arranque.

O que ouvi logo após soltar a embreagem foi... na ordem...
- pneus cantaram
- minha mãe ao lado gritando
- uma pancada em um Mercedes...

Pronto!
A merda estava feita.
Eu havia olhado apenas no espelho retrovisor interno, para ver se tinha alguém atrás.
Mas não fiz o mais importante... olhar para o lado antes de jogar o carro.

Que ódio.
Bati a lateral do carro em um caminhão daqueles de entrega de mercado.
Um Mercedinho leve.
Mas foi o suficiente para estourar o pneu direito.
Vez um "V! na roda de liga leve.

E a cereja no bolo...
Os desgraçados da jabiraca arrancaram as gargalhadas.
Foi perfeito.
Não sabia se gritava de ódio, se sairia a pé mesmo correndo atrás deles e surrava cada um, ou se abria um buraco no chão e me enterrava de vergonha.

No calor do momento, eu não sabia o que fazer.
O motorista do Mercadinho arrancou deixando um pedaço da lateral dele no chão, e parou bem na frente do supermercado.
Minha mãe estava bem, felizmente, pois me xingava direto.

Liguei o carro, com medo de que o estrago fosse enorme.
Nunca havia passado por experiências assim antes.
Portanto sempre achamos que o mundo está acabando.
O carro ligou.

Fui me arrastando com o pneu furado para a calçada, parei na frente do caminhão.
Tinha medo até de olhar para ver o estrago.
As pernas estavam confusas. Não queriam se equilibrar.
E a vergonha! Tinha um monte de gente olhando... e rindo.

Você se sente o lixo nestas horas.
Reuni forças para caminhar em volta do carro.
Foi uma surpresa.
O pneu já era. A roda precisaria ser recuperada.

Mas na porta da mãe, NENHUM arranhão!
Nada mesmo! Sem marcas.
Foi um alívio.
Nem sei quanto custaria aquela porta.

Apenas o espelho, custava naqueles dias, uns R$ 650.
Mas estragou o para-lamas.
Teria que reformar e pintar o para-choque dianteiro todo.
Fui falar com o motorista do caminhão, sem a menor idéia do que dizer.

Eles olharam o caminhão e disseram que a culpa foi minha mesmo, óbvio.
E que como o estrago maior era no meu carro, não precisava fazer nada quanto ao caminhão deles.
Apenas ligaram para o patrão, informando que foram atingidos por um louco na rua.
E foram embora.

Minha cabeça ainda rodava... e aquele povo todo me olhando...
Voltei para o carro, sem saber se poderia rodar com ele daquele jeito.
Felizmente tinha uma oficina da Bosch logo na frente.
Fui caminhando até lá, e chamei um mecânico.

O rapaz veio com toda calma do mundo.
Olhou a roda, olhou a suspensão e disse que para ter certeza, tinha que levantar o carro.
Ele queria que eu dirigisse.
Então fiz algo novo...

Pedi a ele que levasse o carro para a oficina...
E fiquei olhando com tristeza, o resultado da batida...

O medo era grande de que tivesse quebrado mais coisas além da roda...
Se tivesse estragado a suspensão ou mesmo direção, estava ferrado.
Ai teria que fazer uso do seguro mesmo.
E nem isso eu sabia como funcionaria.

Fui caminhando, a meio Km por hora na calçada da fama...
Todo mundo adora dar risadas da desgraça alheia!
Povo vagabundo!
Entrei na oficina e já colocaram o carro na balança.

Para a minha sorte, meu carro foi produzido nos anos 90.
Se fosse os de hoje, teria quebrado tudo feito janela de vidro.
Carros mais antigos eram feitos para aguentar tranco e durar por décadas.
Não estragou nada na suspensão!

E sequer o alinhamento foi afetado.
Trocaram o pneu e não quiseram me cobrar nada.
Pude voltar para casa, apenas com sentimentos feridos.
O carro nem tremia ou vibrava.

Estava ótimo para dirigir.
Mas a reputação do ótimo piloto estava arrasada.
Ainda morria de vergonha da merda que havia feito.
E mais vergonha do amassado na roda e lateral.

A mãe queria que eu acionasse o seguro.
E a vergonha de voltar na oficina da vistoria ?!?!
Não haviam se passado sequer duas horas.
E iria voltar lá com o carro batido?

Nem pensar.
Não quis acionar o seguro.
Resolvi pagar eu mesmo pela burrada.
Era como se estivesse me punindo.

E foi merecido.
Não tratei meu carro como deveria, arrisquei a minha mãe pois a batida poderia ter sido bem pior.
Portanto tinha sim que doer no bolso.
Apenas pintura e funilaria custaram R$ 1300.

O pior foi que não dava para comprar apenas um pneu que rasgou.
Teria que comprar dois, para não afetar o balanceamento com um pneu mais velho que o outro.
Ai foram mais R$ 560 para a conta.
Refazer a roda era o mais legal, e baratinho.

Tem um lugar aqui perto que só faz este tipo de trabalho.
Cobram R$ 50 por cada roda, e ela volta novinha e pintada!
Fica incrível o serviço.
Quase mandei fazer as quatro.

Depois de uma semana, pude ter o carro em ordem novamente.
Mas ainda dirigia com extremo cuidado, olhando dez vezes para todos os lados.
Achei que jamais voltaria a dirigir normalmente.
A culpa me seguiu por meses.

Fazendo as contas, a porcaria da franquia do meu seguro era de R$ 2800.
Ou seja, mesmo que tivesse levado o carro na oficina, o estrago seria inferior ao valor necessário para o seguro cobrir.
Aí que comecei a pensar sériamente, que a porcaria do seguro só vale a pena em caso de roubo ou perda total.

Lembrei de um colega dos tempos de escola.
Ele contava que seu pai advertia sempre.
Se for bater o carro, faça o favor de capotar e destruir bem!
Era para dar perda total mesmo, assim ganharia outro.

No meu caso, isso não se aplica.
Não existe outro que substitua meu filhote sobre rodas.
Este carro já se tornou objeto de colecionador, item pessoal e intransferível.
E depois daquela estupidez, nunca mais tive outro evento parecido.

Mas tem coisas que não podemos evitar.
Infelizmente ele está cheio de marcas e arranhões vindos dos estacionamentos de shopping e mercados.
Isso que dá morar em país, onde o povo sobre rodas jamais toma cuidado com o que é dos outros.
Povo mau educado é assim mesmo.

No dia em que ganhar na loteria, irei mandar pintar o carro inteiro.
Vai ser uma alegria, ver ele de vermelho renovado!
E as faixas brancas que hoje são adesivos, se tornarão tinta mesmo!

Ao lerem este post, pensem bem em sua conduta ao trânsito.
Pensem que mesmo que vocês sejam ótimos ao volante, isso não basta.
Jamais poderemos evitar que algum retardado venha a se jogar em cima de vocês.
Aprendam a deixar meio carro de espaço a sua frente.

Direção defensiva faz bem a saúde física e financeira.
Ótima sexta!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Primeira Vez: A Demissão

Depois da primeira, abre-se a porteira...

Bom dia raros leitores deste pequeno blog.
Mais uma semana se arrastando, e quase chegando ao fim.
Hoje o tópico será algo bem alegre e de altíssimo astral.
O pé na bunda empresarial!

Atualizando a lista...
  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeira vez que ouvi Pink Floyd !!!
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido
Quando fui demitido pela primeira vez, foi tranquilo.
Quase alegre o evento.
A primeira coisa que pensei foi no placar!
Eu chutando o balde 3 x 1 Empresa me jogando fora

Os três estágios em que eu disse adeus para o povo, não entram na contabilidade.
Minha primeira demissão foi tranquila porque havia sido anunciada para todo o departamento.
Em Fevereiro de 2000, o tal superintendente de TI reuniu quase 300 pessoas no último andar do prédio, para dar a feliz notícia.

A então Brasil Telecom havia sido comprada pela Telecom Itália, junto com mais outras oito operadoras no país.
O resultado seria a unificação de todos os sites de TI em Brasília.
O manda chuva achou melhor ser honesto com todos e avisar com antecedência.

Desta forma teríamos tempo de procurar outros empregos.
Como uma manobra para evitar a debandada geral, eles prometeram um bônus para quem ficasse até o final do processo de migração para o DF.
Seríamos agraciados com salários dobrados nos últimos SEIS meses de projeto.

Mas seria um ano de grandes desafios, pois teríamos que pegar todos os sistemas e suas bases de dados, e fazer uma migração gigante para um novo sistema gerencial: o SAP R3.
Passamos o ano inteiro trabalhando nos projetos de migrações.
Finais de semana inclusive.

Cronogramas super apertados, e aquela sensação ruim de "quem sair por último, apague a luz!".
Mais da metade dos colegas se mandou antes de Junho.
Aquilo só nos ferrou.
Teríamos que fazer o resto dos projetos de migração, com menos da metade de mão de obra.
E com cada vez menos tempo.

Certamente isso evitou aspectos psicológicos negativos em minha primeira demissão.
Não estava sendo uma partida por algum erro ou incompetência.
Nem algum caso de indisciplina.
Estávamos sendo todos dispensados por uma questão corporativa mesmo.

Isso tornou a situação bem mais fácil de assimilar.
Pena que no meu caso, não foi exatamente assim.
Eu contava que iria ficar até o fim dos processos migratórios.
Deveria ser até Janeiro de 2001.

Infelizmente para o meu azar, sempre fui mais comprometido que os outros.
Tudo que era minha responsabilidade, era concluído antes do prazo.
E graças a isso, terminei em Outubro de 2000, toda a parte de dados e sistemas que me cabiam.
Resultado: me dispensaram em Novembro, e deixei de ganhar 3 meses de bônus.

Aí sim fiquei com raiva dos sacanas.
Fui o único a ser liberado mais cedo.
E lembro da tamanha cretinice do cara que foi encarregado de dirigir o TI nos meses finais.
A peça veio do RJ, somente para lidar com as demissões.

Este besta, me dizia com sorriso na cara, que eu deveria ficar feliz.
Pois iria entrar em férias antes dos outros.
Que poderia viajar, ir para praia, etc.
Bom, de fato, fiquei feliz por ter sido este o fator fundamental para começar a processar a empresa.

Realmente, rendeu ótimos frutos, anos depois.
Beeeeemmmmm depois.

Ao todo, creio que foram 4 demissões, em 11 empregos formais.
Uma ótima forma de olhar positivo para a situação, é que meu placar está favorável em 7 x 4.
Legal se fosse 7 x 1 ! (Hahaha).

A pior de todas, foi na porcaria das três letrinhas.
A vagabunda da minha gerente envia um e-mail, me convocando para uma reunião do plano de metas anual, com mais 4 colegas.
Ela saiu de férias, por 15 dias.

Ao voltar, bem na data da reunião, a cadela sequer disse boa tarde.
Apenas falou que a empresa não precisava mais dos meus serviços.
E havia apenas um cara na salinha minúscula que cabia apenas uma mesinha com 3 cadeiras.
Ela fez o cara me escoltar para fora da porta principal.

Vejam como vale a pena ser funcionário de empresas grandes, multinacionais.
Na hora de sair, você é tratado como lixo.
Não importa se trabalhou por seis anos e meio, tendo apenas UM DIA de falta, por motivo de internação em hospital com suspeita de apendicite...

Aquela sim, foi minha pior experiência profissional na vida.
Totalmente inesperada.
Eu tinha dois projetos em minha responsabilidade.
Era gerente em ambos.
Fazia 44 horas extras todos os meses e era elogiado por seus respectivos gerentes americanos.

Se isto deixa marcas na pessoa? Claro que deixa.
Faz você amaldiçoar todos os dias que passou exercendo seu trabalho de forma séria.
No final das contas, você sai de mãos vazias.
E para piorar, ter a MERDA DA IBM no currículo, não vale porra nenhuma.

Não achei um emprego que preste, desde 2012.
Nenhum sequer.
6 anos e meio... jogados fora.
Não conheci um colega de trabalho que fosse realmente bom.

Não aprendi absolutamente nada de útil ou produtivo em relação a metodologias e processos.
Nada que eles faziam lá dentro, era organizado ou digno de referência.
Definitivamente, foi o pior lugar onde trabalhei na vida.
A única coisa que prestava, era o Home Office.

Alguns podem pensar que se era tão ruim, deveria ter caído fora.
Tive propostas para ganhar o dobro, no RJ.
Mas não quis abrir mão da qualidade de vida que se tem, ao trabalhar em casa.
Se eu tivesse que trabalhar somente dentro dos prédios da empresa, em mortolândia ( Horto City), certamente teria dito SIM para a primeira oferta de emprego.

Claro que hoje não adianta reclamar, pois não posso voltar no tempo.
Mas sim, ficaram lições aprendidas.
Minha postura profissional é bem diferente do que era antes.
Hoje vejo qualquer empresa, pura e simplesmente como um lugar para tirar grana.

Serve para usar e jogar fora tão logo não precisarmos mais dela.
Não merecem um pingo de sacrifício ou lealdade.

Ao olhar para trás, realmente fico feliz com meu placar de 7 x 4.
Tomara que a próxima empresa, se tiver alguma, também sirva para eu deixá-los na mão na primeira chance.

Aos que tem um emprego, façam bom uso dele.
Sejam cínicos com seus chefes e colegas.
Façam marketing pessoal falso, exagerem em seus currículos e atividades.
Toda empresa merece ser enganada por seus empregados.

E ótima quinta-feira aos Ex PEA!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Primeira Vez: A Internet

A Primeira navegada...

Bom dia à todos!
O post de hoje será escrito com menos sono e preguiça.
Mas ainda com dores resultantes de uma teimosia.
Nunca menosprezem uma unha encravada, no dedão do pé.

Fiz isso na semana passada, e há duas noites seguidas, estou pagando o preço.
Noite sem dormir não tem preço!
É um inferno.
Tudo piorou de vez depois da caminhada, lógico.

Fui fazer pouco caso de uma maldita unha, e até infecção deu no raio do dedão.
Fiz um belo exagero com o curativo, feito por minha mãe, que não perde uma chance de fazer o papel de enfermeira terrorista com utensílios de tortura!
Pé enfaixado, como se fosse uma pequena fratura. (Hahaha)
Mas a faixa ajudou bastante para dormir, pelo menos.

Atualizando a lista...
  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeira vez que ouvi Pink Floyd !!!
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido
Minha interação com a Internet, chamada no início por World Wide Web, foi em 1993, na faculdade.
Era apenas o início de uma relação que tomou conta da minha vida, e de quase todo o resto do mundo.
Naquele tempo, era realmente coisa de NERDs.
Apenas grandes empresas e centros acadêmicos tinham acesso à rede.

E para os mais novos, não pensem que era algo parecido com o que temos hoje.
Era uma rede de textos mesmo.
Somente textos em tela com fundo preto, e letrinhas verdes!
Nada de imagens, gráficos, áudio e muito menos vídeos.

O acesso era restrito, com muita briga para conseguir reservar uma horinha na sala dos laboratórios.
A novidade era tamanha, que não tínhamos laboratórios específicos para Computação ainda!
O terminal para usar a rede estava na biblioteca mesmo!
E tinha que agendar com antecedência de uma semana para o uso.

Naquele lugar que me acostumei com o barulho único dos modems.
Era um tesão só!
Vibrávamos ao ouvir que a conexão funcionava!
Fazer um download de algum texto durava MINUTOS, e isso para poucas páginas.

Mas a minha primeira vez mesmo, considero a que aconteceu em minha casa, no meu computador.
Isso demorou um pouco.
Esperei alguns anos para ter uma linha telefônica em casa.
Naqueles anos, comprar um telefone era como comprar ações da companhia telefônica.

Havia lista de espera, que demorava anos para ser atendida.
Comprei o meu primeiro PC dentro daquela empresa de Agribusiness onde fazia estágio.
Apareceu um vendedor lá, tentando fechar negócio com todo mundo.
Eu fui um dos poucos corajosos, ou louco mesmo, que topei financiar um PC.

Isso mesmo, foi financiado em 24 vezes!
E só comprei, porque o cretino do gerente operacional, havia prometido que eu seria efetivado como funcionário, nos meses seguintes.
Isso que dá confiar na palavra de gerente.

Eu contava com um aumento no salário, para poder pagar as parcelas do computador.
Que empolgante foi ao descobrir que não seria contratado, e a bolsa de estágio seria renovada.
Resultado foi que já na segunda parcela do PC, não pude pagar.
Fiquei endividado com ele, por quase dois anos.

A chegada do telefone, foi quase ao mesmo tempo do PC.
A empolgação era tamanha, que a primeira coisa que fiz com o telefone instalado, foi uma conexão do modem do PC!
Não foi uma ligação para parentes ou algo assim.

Monopolizei a linha por horas, no primeiro dia!
Naquele tempo, tudo que fosse feito na rede, demorava.
Só existia uma coisa que acontecia em tempo real: CHATS !!!
E sim, eu conversava muito por chats naquele tempo.

Foi a primeira coisa a ser utilizada no meu PC conectado: O ICQ!
Os mais antigos saberão o que era aquele barulho de navio, ao conectar o ICQ.
Era o programa de chat mais utilizado na época.
No mundo todo.

Eu conversava com pessoas de todo lugar, menos do Brasil.
Achava muito mais interessante trocar idéias com pessoas de diferentes culturas.
Era muito divertido ver as perguntas que as pessoas da Europa faziam.
Realmente a imagem do brasileiro lá fora, era bem restrita a carnaval e futebol.

Creio que demorou mais de um ano para que eu começasse a conversar com pessoas no Brasil.
Além de chats, o que mais rolava naquelas conexões discadas eram textos de tecnologia e economia mesmo.
E, não poderia ser diferente, jogos!

Era muito interessante fazer um download de demonstrações de jogos.
Utilizávamos aquelas caixas de disquetes 5.25 polegadas.
Precisava de dez discos para armazenar uma cópia de uma simples demo!
Fiz uma cópia do primeiro Need For Speed em 8 horas! Escondido na empresa!

O uso da Internet em casa, era diferente do atual.
Por várias razões.
Navegador era um programa mais complicado de usar.
Eu adorava o Navigator 2.0 da Netscape.

Bons tempos em que a Microsoft apanhava feio na rede.

Passava a maior parte do tempo baixando programas para aprender a usar, e conversando nos chats.
Muita pesquisa, era estritamente com finalidade profissional.
O lazer vinha em segundo plano.
Até que descobri outro tipo de público nos chats.

Passei a conversar com as "gurias".
E o chat virou ponto de encontro.
E como rolava encontro naquela época.
Solteiro, com tempo e disposição para conhecer pessoas... foi um período fértil.

Cheguei ao ponto de "sair, ficar, virar a noite na casa das loucas", com uma menina diferente a cada sábado.
Este período mais, digamos promíscuo, durou 2 meses.
Aí parei para pensar e desisti da vida de "galinha".

Eu nunca fui fã de baladas ou sair a noite, e muito menos tive cara para ficar "xavecando" as meninas por aí.
Sempre achei meio cínico o papo de chegar para uma garota, dizendo um monte de frases feitas.
Isso deve explicar o fato de que todas as minhas namoradas, foram conhecidas teclando.

Sim, a Internet me trouxe um universo de experiências, através de pessoas novas, empregos e conhecimento.
Eu parava de usar chats, somente nos períodos em que estava namorando.
Nunca curti essa coisa de "virtual x real".
Considerava que o virtual era um erro de linguística.

Sempre tratei todas as pessoas com quem interagia pelo teclado, como gente de verdade.
Ao longo dos anos, percebi que eu fazia parte da minoria neste aspecto.
Era comum ouvir comentários de que eu teclava como falava.
Para mim, o teclado era apenas a extensão da mente ao se comunicar, oras.

A internet foi evoluindo, ficando mais rápida, mais áudio visual.
Hoje podemos fazer muito mais, em menos tempo.
Mas também aumentou a velocidade de fazer estragos.
Depende de quem usa, e como usa. Para o bem e para o mal.

Acho que antigamente, era melhor no aspecto intelectual.
Naquele tempo, somente pesquisadores, cientistas e estudantes faziam bom uso da rede.
Hoje... pagodeiro vem lançar seus novos "Hits - Merdas" no Youtube!
Quanto lixo temos que testemunhar na rede...

Infelizmente, para muita gente, Internet se resume a facebook, whatsapp e twiter.
Chega a dar pena, do tamanho de desperdício tecnológico.
Ao menos o Google é muito utilizado por pessoas que ainda buscam aprender coisas na rede.
Felizmente!

Minha utilização da rede hoje, está mais voltada para o lazer do que pesquisa, como fora nos primeiros anos.
Divido meu tempo com Google, blog, sites dos esportes que acompanho, notícias, filmes para baixar, séries para baixar, cinema e música.

Chats? o que era o maior vício no começo, hoje inexiste.
Em primeiro lugar, nunca entrei quando namorava.
Em segundo lugar, chat em Campinas é coisa exclusiva para a turma GLS.
Foi a primeira coisa que descobri ao mudar para cá.

Só entra em chat nas salas de campinas, a galera dos passivos procurando os "versáteis".
Nunca foi minha praia.
Sendo politicamente correto, cada um que curta as coisas que mais gosta. 
Não sou contra a opção sexual de ninguém.

Por muitos anos, pude fazer bom uso da rede ao trabalhar em casa.
O Home Office só se tornou possível graças a Internet com banda larga.
Disso eu sinto falta mesmo.
Estar sem emprego, é uma merda em todos os sentidos.

Mas poder trabalhar em casa, é o melhor dos mundos, para quem foi tão acostumado a usar a rede há mais de 20 anos.
Ao meu ver, minha produtividade em casa, foi muito maior do que nos tempos de trabalho dentro das empresas.

A lamentar, o fato de que raras empresas investem nesta modalidade, aqui no quinto mundinho brasileiro.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A Primeira Vez: O Emprego

O Primeiro emprego... grande coisa!

Bom dia aos que gostam e nem gostam tanto assim da PEA!
Que ressaca + preguiça + dores + sono!
Hoje vai ser um dia lento!
Isso que dá ficar tempo demais sem exercícios físicos!

Ontem resolvi caminhar na lagoa.
50 minutos de caminhada simples, sem corridas.
Devido a extrema exposição por vários dias, ao sofá mágico da sala, deu nisso!
Dores por tudo, uma noite mau dormida e por aí vai.

Preciso me inspirar com os caras do Tour de France, urgente!
Não dá para ficar nessa falta de emprego e excesso de peso!
Hoje vamos continuar com a listinha das primeiras vezes.

  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeira vez que ouvi Pink Floyd !!!
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido

O Primeiro emprego, a gente nunca esquece?
Será mesmo?
Agora estou com sérias dúvidas.
Comecei a fazer muitas coisas bem cedo na vida.

Tem seu lado bom, mas como tudo, as vezes a memória apronta.
Sei que comecei a programar computadores com 14.
Ganhei um MSX Hotbit preto da Gradiente, aos 14, e com ele vieram dois livros.
A primeira tentativa foi uma comédia. Mas isso fica para outro post!

Depois de passar pela fase de leitura de livros, de aprender a programar e me comunicar melhor com o pequeno computador que eu tinha, faltava algo: Ganhar Grana!
Mas como ?

Quem iria dar um trabalho na área de computação, para um fedelho de 15 anos?
Eu já havia feito alguns pequenos sistemas sozinho.
O primeiro deles, era para uso doméstico. Assunto para outro post.

O jeito era tentar fazer algo onde pintasse a oportunidade.
Fazer sistema de graça, rolou sim.
Tudo era válido para ganhar experiência.
Não irei considerar o meu primeiro sistema vendido como emprego de fato.

Aquilo foi um exercício de empreendedorismo precoce.
Tive um contato, que me apresentou a outra pessoa, que precisava de um sistema para a pequena empresa dele.
E assim rolou o primeiro evento comercial, com fins lucrativos!

E pensar que o sonho de infância era ficar milionário.
Ah, a arrogância da adolescência.
Eu dizia que se Bill Gates podia ganhar um milhão de dólares, mentindo descaradamente para a IBM, eu também poderia fazer fortuna!

Jovens...

Sei que não ganhei um milhão, mas ajudei a gerar essa grana em lucros para algumas empresas onde passei.
Os anos iam passando, e nada de trabalho.
O jeito foi correr atrás de cursos que prometiam empregos aos melhores da turma.
Ah, a inocência da adolescência.

Eu ainda acreditei nestas mentiras.
Pagava cursos de programação, achando que no final, iria ter um emprego.
As escolas de computação eram cretinas.
Diziam isso para atrair os alunos.

Eu terminava os cursos como primeiro (otário iludido) da turma, para nada.
Os professores se omitiam, e mandavam falar com as secretárias.
Elas vinham com o papo de que minha idade era o problema!
Mentirosas.

Na verdade eles não tinham convênios com ninguém.
Era pura propaganda enganosa mesmo.
A pior idade se aproximava... 18 e o quartel...
Nesta época, nenhuma empresa pegava ninguém mesmo.

Muitos começavam como office boys...
Eu não queria saber.
Já estava programando em umas quatro linguagens, e queria ganhar grana com aquilo!
Alguém veio dizer que eu deveria tentar estágios... mas para isso tinha que estar estudando.

Neste caso foi uma perda de tempo.
Deveria ter feito um segundo grau técnico aos 14 anos.
Terminei o ensino médio com 16 e sem fazer estágio algum.
Isso fez falta depois.

O jeito foi entrar na faculdade aos 19 (depois de duas tentativas frustradas em computação) no curso de Economia.
Aí sim poderia tentar estágios em breve.
Aproveitei para fazer um técnico em processamento de dados na mesma instituição.

Era bem puxado.
Fazia matérias do técnico de manhã, e da faculdade a noite.
A sorte foi que ambos eram no mesmo campus.
Bastava sair de um prédio para o outro em frente.

E assim veio o primeiro estágio.
Dentro da faculdade mesmo.
Não deixei passar algumas oportunidades de escrever sistemas para a reitoria.
Cobrava em dólares!
Estava aprendendo a ser mercenário!

Mas estágio não conta como emprego.
O tempo estava passando, e aos 21 anos, depois de estar no terceiro estágio diferente, achei uma pequena, minúscula mesmo, software house.
Enfim, depois de vários cursos, livros, sistemas e anos tentando.

Uma empresa iria me pagar para fazer algo!
Até que era divertido. Sempre gostei de escrever sistemas.
Horário fixo, uma boa máquina para trabalhar.
O chato era ter que pegar dois ônibus para chegar na empresa.

Mais chato mesmo era receber dois salários e meio!
Uma M!
Mas foi o jeito.
Fazíamos sistemas contábeis e administrativos.
A linguagem era a modinha da época... Clipper para DOS ainda por cima.

A empresa era muito modesta, com apenas 15 clientes.
O dono não sabia cobrar.
Cada cliente pagava uma taxinha modesta de manutenção mensal.
E a grana que ele recebia dos clientes mal dava para pagar os custos da mini empresa.

Fiquei quase dois anos ali.
Até que perdi a paciência depois de ficar dois meses com salário atrasado!
Sim, foi o primeiro emprego, e também o meu primeiro pedido de demissão!
Chutei o balde dentro de um cliente deles mesmo.

Afinal, quem disse que funcionário trabalha de graça?
Eu não era sócio do dono da empresa.
Dois meses sem pagamento foi o limite para eu abandonar a canoinha deles.
E assim terminou a primeira experiência profissional com carteira assinada.

Depois fiquei um tempo parado, até que graças a faculdade, peguei outro estágio.
Era para ser um estágio em Economia, no departamento de estatística de uma empresa de Agribusiness.
Foi até a primeira entrevista com um dos sócios.
Depois de conversar e ver meu currículo, fui parar na sala de gerência operacional, com um computador me esperando. Sequer entrei na sala da estatística...

Era para fazer o website comercial da empresa.
Era um estágio, lembram?
Pois bem, total desvio de função e aproveitamento indevido de minhas capacidades técnicas.
Sequer o horário de 6 horas eu fazia.
Eram mais de 8 por dia.

Durou seis meses, até que novamente, pulei do barco.
Haviam me prometido efetivação.
No quinto mês, entretanto, jogam na minha mesa um contrato de renovação do estágio!
Fiquei "P" da vida com eles.

Distribuí currículos, e fui parar em uma grande consultoria, que trabalhava com empregas de grande porte apenas.
Na véspera do feriado de Carnaval, avisei que não voltaria mais.
E foi esta a última vez que trabalhei para empresa pequena ou média.

Mas não se enganem.
O tamanho da empresa não reflete o seu valor como profissional.
Quanto maior a companhia, maior será a facilidade para jogar você fora, para trocar por outro mais barato ou novo.

No final das contas, o melhor trabalho de todos, é aquele que você gosta de fazer, sendo dono do próprio negócio.

Para refletir no travesseiro...
Emprego bom é o próximo!
O Atual é apenas o mal necessário.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Primeira Vez: PINK FLOYD

A Primeira Vez: A Série continua... aumentando!

Bom dia a todos fiéis seguidores!
Feliz Dia do Rock!
Graças a sugestão de minha namorada roqueira, vem o post de hoje!


  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeira vez que ouvi Pink Floyd !!!
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido
Desde meus 14 anos, sou absolutamente fã do Pink Floyd.
Tenho todos os discos em vinil, CDs e DVDs oficiais da banda.
E todas as músicas devidamente salvas no espaço iTunes da Apple.
Assim posso ouvir em qualquer lugar que tiver uma rede Wi-Fi próxima, e um dispositivo Apple.

Em Dezembro de 1987, estava em Pouso Alegre - MG, de férias, visitando minha avó e tias.
Não lembro exatamente o dia, mas era um final de tarde.
Estava descansando no quarto, deitado na cama e olhando pela janela.
Já apareciam estrelas, e fiquei curtindo uma rádio rock.

Felizmente existem rádios de rock mesmo nas cidades de interior, onde era de se esperar que a caipiragem sertaneja dominasse tudo!

Depois de algumas músicas já conhecidas, algo me despertou a atenção, de forma imediata!
Era um solo... pesado... parecia que estava ouvindo um trovão interminável...
Sensação de que o chão vibrava...
Estava ouvindo pela primeira vez: Sorrow - Pink Floyd !!!


Assim que terminou a música, o locutor fez o favor de dizer o nome da faixa e banda (algo que nem sempre fazem corretamente) e tratei de anotar no papel.
Ao retornar para o Sul, começou a busca por aquele disco!



Pesquisei por um vídeo desta música, que fosse da época do lançamento do disco, mas não encontrei.
Este foi o famoso álbum das camas! 
A Momentary Lapse of Reason.


Depois de comprar este disco, a febre cresceu, se tornou paixão e depois foi como algo que não poderia mais faltar no meu dia a dia.
Passei a procurar todos os discos anteriores.
Este já era o décimo terceiro da banda.

Foi uma busca longa e difícil pois não tinha grana sobrando para comprar discos a toda hora.
Creio que levei alguns anos para ter todos os discos anteriores.
Um dos mais difíceis veio de Pouso Alegre - MG mesmo!
O CD duplo Ummagumma (1969), que vinha em uma caixinha verde era muito raro.





Depois de encontrar os mais antigos, ficou mais fácil!
A cada novo disco lançado, era óbvio que eu tinha que ter um!
Infelizmente a banda parou de fazer shows antes da era de vídeos full HD de 1080p.
Teríamos imagens mais espetaculares ainda.

Um dos CDs duplos fica separado da coleção!
PULSE veio em uma caixa especial com uma luz que fica pulsando!
Este CD fica em cima da minha impressora, apontado para minha cama.
Troco as duas pilhas sempre que a luz para de "pulsar"!


Em homenagem ao dia do Rock, a trilha sonora da semana inteira vai ser da minha coleção!
Ótimo começo de semana a todos.

domingo, 12 de julho de 2015

A Primeira Vez: O Apartamento

A Primeira vez: A Série continua...

Bom dia a todos! Domingão de Sol.
Estou com sono ainda, mas vamos em frente!
Para não perder o controle da lista, vamos fazer uma atualização!
  • primeiro carro
  • primeiro apartamento
  • primeiro emprego
  • primeira internet
  • primeira demissão
  • primeira batida com o carro
  • primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)
  • primeiro iPad
  • primeiro celular tijolinho
  • primeiro celular smart phone android de quase R$ 2000 (que absurdo!)
  • primeiro programa de computador
  • primeiro sistema vendido
O Primeiro Apartamento!
Como nem tudo vem na ordem lógica em nossas vidas, o primeiro carro veio antes do primeiro apartamento.
Nem tudo é planejamento e execução bem sucedidas!

O acontecimento da aquisição da moradia própria foi em Maio de 2009.
Esta conquista veio tomando forma na verdade, muito tempo antes.
Novamente vamos ao contexto para explicar melhor a história.
Voltando no tempo... em 1998!

Estava trabalhando para uma consultoria chamada Stefanini, em Porto Alegre.
Como em toda boa consultoria, era alocado direto no cliente.
Nesta época, era uma siderúrgica da Gerdau.
Lugar sensacional em termos de métodos e organização.
Aprendi muito lá dentro.

Mas eu estava inquieto, querendo maior salário, e para isso, sabia que precisava achar um cliente que pagasse mais.
Naquele projeto, eu trabalhava como analista de suporte pleno.
Mas eu sabia programar em sete linguagens diferentes.
Era um desperdício de capacidade, estar como suporte apenas.

Depois de algumas reuniões, meu gerente achou um novo desafio.
Havia uma necessidade de um analista experiente em ORACLE com MS Access.
O cliente era a Brasil Telecom.
Verdade seja dita... jamais havia trabalhado com nenhuma das duas tecnologias.

Meu gerente, como todo bom vendedor de consultorias, vendeu uma mentira.
Ele foi ao cliente, dizendo que tinha o "Ronaldinho" do Access e Oracle.
Veio até mim com duas bíblias, e me deu duas semanas para dominar todo aquele conteúdo!
E disse que se eu quisesse aumento de salário, teria que me virar para aprender tudo em pouco tempo.

Como autodidata deste criancinha, era mais que obrigação que eu devorasse aqueles dois livros e me apresentasse diante do cliente, com cara de Expert em Oracle e Access.

Duas semanas depois, lá estava eu como cúmplice da mentira do meu gerente.
Se estava nervoso? Claro que estava.
Mas um de meus talentos profissionais é jamais demonstrar qualquer emoção no trabalho.
A entrevista correu perfeitamente.

O gerente de TI me achou um verdadeiro "Coringa".
Dito e feito.
Fui aprovado e durante 36 meses, trabalhei com sete tecnologias diferentes dentro da empresa.
Entrei como analista de sistemas e sai como coordenador de projetos.

Foi um dos melhores lugares onde trabalhei, por ter sido sempre desafiado a fazer mais e melhor que os colegas.
E com uma cereja no bolo... eu era o ÚNICO sem diploma no departamento.
Deixei colegas com mestrado e doutorado para trás nos projetos em que fui alocado.

E o melhor de tudo, barrei a entrada da gigante R3 Alemã, que faz o mega sistema SAP.
Um dos meus projetos de gerenciamento de obras, onde fui responsável por sua migração de Access para Oracle, barrava o módulo de materiais e orçamentos do SAP.
Em termos de grana, isso representava uma economia de US$ 500.000 por ano!!!
E pensar que eu ganhava R$ 2000 por mês.

Foram três anos de bons resultados.
Mas durante este período, tivemos problemas.
Passei por CINCO consultorias lá dentro.
A Brasil Telecom chegou a querer me contratar como funcionário deles.

Mas não rolou porque eu não tinha diploma em TI.
Ridículo, pois eu era melhor que muitos dos funcionários deles, mas a burocracia falou mais alto.
No último ano, 2000, nos avisaram que o departamento inteiro de TI iria fechar.
Seriam nove operadoras no país, a ser migradas para Brasília.

Poucos seriam contratados, e a maioria iria para rua.
Infelizmente eu estava na maioria.
Foram 36 meses felizes.
Mas os últimos 8 nem tanto.
Fomos explorados ao máximo para fazer uma migração gigante de sistemas, para deixar tudo prontinho para o pessoal de Brasília ficar com a base herdada de dados para os novos sistemas.

Nestes oito meses, muita coisa ruim aconteceu.
Muitas horas extras foram obrigatórias... e nada de direitos trabalhistas respeitados.
Nos prometeram um bônus de seis meses de salários para quem ficasse com eles até o fim das migrações.

Isso ocorreria em Fevereiro de 2001.
Pois bem, fiz todos os sistemas que estavam sob minha responsabilidade, migrarem para a base de dados da matriz em DF.
Fiquei pessoalmente em Brasília por 15 dias, para garantir que o processo fosse bem feito.

Ao voltar... a surpresa negativa. Me fizeram pagar as despesas do hotél no período.
E como se não bastasse este fato, me dispensaram em Novembro de 2000.
E com isso não cumpriram a palavra de pagar os 6 salários extras de bônus, alegando que não fiquei até o fim do período.

Minha culpa? Quem mandou eu terminar todos os meus projetos, três meses antes dos outros?
O prêmio por minha capacidade foi essa puxada de tapete.
Pois bem... qual minha resposta?
Um processo trabalhista!

Por isso que meu primeiro apartamento começou a ser construído neste ano de 2001.
Contratei um bom advogado.
Ele me explicou todos os meus direitos.
A causa foi montada sob horas extras não registradas, vínculo empregatício por todos os 36 meses.

Depois de várias audiências, e recursos, ganhei a causa em 2008.
O momento era o mais apropriado!
A proprietária do apartamento que estávamos morando, queria vender!
E havia nos avisado que teríamos que nos mudar, caso aparecesse algum comprador.

Foram meses tensos.
Mas tudo acabou acontecendo na hora certa.
Recebi a grana da causa.
E pude comprar este mesmo apartamento que estava morando desde 2006.
O mesmo com a garagem do primeiro carro!

Foi comprado com 25% de financiamento pela Caixa, mas tudo bem.
Fui pagando as parcelinhas, até quitar tudo três anos depois.
Valeu muito a pena, estar livre de aluguél.
Pena que o condomínio é uma droga, graças ao grupinho de síndica-conselho e moradores tapados.

Nem tudo pode ser perfeito!
Mas tudo bem, a primeira moradia, a gente nunca esquece!
E claro, que tem que rolar uma personalização sob medida!
A cozinha foi de minha autoria!





















Vista da minha janela! Não tem preço!



















Ótimo domingo a todos!

sábado, 11 de julho de 2015

A Primeira vez: O Carro

A Primeira vez: A Série continua...

Bom dia caros leitores (PEA in and out)!
Será que tem mais Ex PEA lendo este blog também?
Hoje teremos a continuação da série de primeiras vezes.
Falando em série, começo o blog com lágrimas nos olhos, por causa do vídeo abaixo...


Achei que seria o único, mas depois fui ver a pagina do Star Wars no facebook, e encontrei vários comentários de pessoas dizendo que também choraram.

O primeiro carro!
Para começar a contar a história de como cheguei a esta pequena conquista, preciso colocar o contexto em que se deu o evento.

Fevereiro de 2006.
Estava morando em um Flat na Av. Francisco Glicério.
Havia chegado em Campinas em Novembro de 2005.
Estava sendo a maior luta para achar um lugar para alugar.

Alías, foi difícil até para achar um hotel para poder passar as noites quando cheguei na cidade.
Vim para cá apenas com algumas roupas de cama, travesseiro e roupas para trabalhar.
Sem grana alguma.
Precisava ficar pedindo vale para a consultoria que me contratou, para poder virar o mês.

Inicialmente, um colega da mesma consultoria, me ofereceu um quarto no apartamento dele, em Hortolândia.
Mas foi exatamente isso que ele ofereceu mesmo. Um quarto VAZIO.
Eu dormia no chão.

Como estava sem grana, não podia comprar um colchão sequer.
Fiz uma cama com minhas roupas mesmo, e os lençóis. Sorte que trouxe um travesseiro.
Fiquei "morando" ali por duas semanas.
Até que fui posto para a rua por ter a mente correta demais! (seria um presságio para uma demissão que viria seis anos e meio depois)

O digníssimo rapaz que me cedeu um quarto era noivo.
A futura e já corna, morava em Minas Gerais.
Uma bela noite, durante um lanche após o turno, o cara me conta, na maior alegria e empolgação, que estava "comendo" uma colega de trabalho no turno da madrugada, na mesa de trabalho, dentro da empresa!

Ele queria meus aplausos e gritos de "Dá-lhe matador!"
O que ele ouviu foi: "Mas cara, e a sua noiva?"
Pronto, perdi o lindo chão do quartinho emprestado.
Ele veio no dia seguinte com uma desculpa de que precisaria do quarto e me pediu para sair.
Claramente com medo de que em algum provável futuro eu pudesse entregá-lo para a futura e já corna esposa.

É isso que dá você ser honesto e ter caráter no meio dos que não prestam.

Pois bem, tive que catar um hotel em Campinas.
E não é que descobri uma verdade nada agradável ?!?!
O povo desta cidade é um bando de mafiosos caloteiros!
Só pode ser!

Digo isso pelo comportamento dos hotéis!
A cada um que eu entrava, me cobravam adiantado!!!
Nunca vi isso em nenhuma das cidades que já morei ou visitei.
Sempre pagávamos o hotél na saída. Nunca ao entrar!

Ai fiquei no desespero. Morar onde?
Eu trabalhava das 9 às 18.
Tinha o ônibus fretado que me deixava perto da rodoviária.
Para minha sorte achei um hotel ali perto que aceitou minhas condições.

Mas tive que deixar cheques em forma de "caução" para poder ficar com um quarto!
Ufa!!!
Foi um alívio.
Mas descobri outro problema!
Como alugar um imóvel na cidade, sendo que as imobiliárias não trabalham aos sábados?
E mesmo as que trabalham, não permitem visitas aos imóveis pois os condomínios não deixavam fazer visitas aos finais de semana!

Eu, sempre ético demais, não tive a cara de pedir para faltar ao trabalho.
Teria que achar outra forma de encontrar um imóvel para morar.
Terminou o mês de Novembro.
Não teve jeito.
Tive que pedir a minha mãe que viesse para cá e procurasse um lugar para morarmos.

Outra rodada de negociações no hotelzinho.
Agora teria uma segunda hospede para dividir o quarto.
Pedi desconto e consegui.
Para ter idéia, eu ganhava R$ 4250.
Estava pagando R$ 650 por semana no hotél.

Em Dezembro passamos a procurar outro lugar.
Achamos um Flat por R$ 2000
Era uma economia portanto.
Mas não dava para ficar muito tempo ali.

Minha mãe sofria com aquele calor e sol todo.
Andava a pé para procurar algum apartamento.
Mas era complicado.
Não tinha comprovante de renda... nem fiador!

Viramos o ano no Flat.
E nada de achar um lugar.
Terminou Janeiro!
Ai em Fevereiro, no primeiro dia útil, achamos um apartamento.
Entre tantos problemas, tínhamos que lidar com o tamanho das portas!
Pode isso?!?!?!
Em vários deles, nosso fogão e geladeira (toda a mudança estava em depósito no Sul ainda!) não passavam na porta!

Eu pensava... seria Campinas uma cidade de anões?
Os imóveis eram super pequenos aqui no centro e bairros vizinhos.
Bom, mas havíamos achado um e a imobiliária disse que era nosso!
Isso foi em uma quinta-feira.
Estávamos esperando para pegar a chave na sexta a tarde.

Nos ligaram sexta a tarde... dizendo que o imóvel não estava mais disponível.
Que os donos haviam desistido de alugar.
Eu xinguei a cidade inteira!
Amaldiçoei o dia em que havia aceitado o trabalho naquela empresa vadia de três letras!

Fomos até o prédio, e o porteiro nos contou que o apartamento havia sido alugado para um casal jovem... que iriam mudar no sábado de manhã!
Bando de mentirosos!
Cidade de mafiosos mesmo!

Passei a noite em claro, com ódio do mundo.
Sábado pela manhã, meu humor era o inferno.
Minha mãe, já sabe muito bem como lidar comigo, me levou para caminhar.
Era uma tentativa de limpar a mente.

Fomos andando... andando...
Subindo a Av Brasil... um sol do cacete!
Vejo um banner gigante em uma loja de carros... Alpini...
Dizia assim... pague em até 60 meses! ZERO de entrada! Primeira Parcela em 60 dias!

Eu olhei e dei risada!
Disse para minha mãe que estava explicado porque todo mundo tinha carro em Campinas!
Lá em Porto Alegre, você só podia comprar um carro com pelo menos 40% de entrada!
E parcelava o resto em até 48 vezes com um monte de juros.

Passamos na frente da loja, ao meio dia!
Minha mãe, sempre com um espírito esportivo e confiante, disse para entrarmos.
Eu falei assim: "Para que mãe? Até parece que vamos comprar alguma coisa ai dentro!"
Ela sorriu e disse para ir assim mesmo. Era para distrair a cabeça.

Pois bem, o vendedor veio todo atencioso.
Ficamos de papo.
Vários cafezinhos para a mãe, chá para mim.
E fomos pesquisar no sistema deles.

Então decidi fazer de conta que iria comprar.
Passei os seguintes parâmetros para o cara...
Motor 1.8 Gasolina.
4 portas.
Ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos e alarme.
E claro, VERMELHO!

O vendedor veio com uma lista grande.
Mas poucos vermelhos.
Eu sempre tive o sonho de consumo GOLF.
Tinha um bem na minha frente!
Mas era de um azul em tonalidade horrível.

O vendedor dizia que estava difícil achar um carro vermelho.
Minha mãe foi andar pela loja... e me chamou!
Atrás do Golf azul estava um ser todo vermelho!
Olhei para ele com ar de desconfiança.

A traseira me lembrava um modelo de BMW antigo!
Já me empolguei...
A frente parecia um gol furrecas mesmo... fiquei desconfiado.
Eu não me lembrava daquele modelo!

Eis o Polo Classic 1.8 Mi Special. VERMELHO!
Estava lindo!
Vermelho Vitória era o nome da cor dele.

Antes de olhar o Polo, o vendedor queria me empurrar o Golf de todo jeito.
Disse que com meu salário, poderia pagar o carro em 48 vezes de R$ 1300
Mesmo eu não tendo sequer um endereço fixo ou CLT !
Realmente os caras vendem carro no desespero em Campinas.

Ao entrar no carro, gostei do que vi!
Era igual ao Golf de 99!!!
Tudo igualzinho no interior dele!
Então o vendedor disse: "Você não queria um Golf? Este ai tem motor, suspensão, câmbio, interior e parte eletrônica do Golf."

Na verdade até as portas eram iguais. Mesmo acabamento e etc.
Rodas iguais também.
Pronto, achei um Golf!!!!

Ai veio o preço!
R$ 16890 à vista.
Ou 48 parcelas de R$ 668

Metade do preço do Golf... era para parecer suspeito.
Pensei que o carro poderia ter sérios problemas mecânicos para estar barato daquele jeito.
Mas como eu estava ali apenas para tirar onda, deixei a peça de teatro prosseguir.
Eu tinha certeza de que jamais teria um financiamento aprovado.

Assinei o termo de compra e abertura de linha de crédito.
Apertos de mãos e sorrisos.
Minha mãe havia adorado o carro.
Fomos embora, as 15:30 para o Flat.

Realmente, minha cabeça havia se acalmado.
O ódio por toda a cidade estava sumido.
Mas eu tinha a certeza de que o carro não seria liberado pela financeira.
Aquela noite, dormi mais leve.

Na semana seguinte, a mãe achou outro apartamento, três ruas acima da loja do carro.
Parecia bom, pelo tamanho e localização.
Eu não pude ir ver, naturalmente pois não faltava o trabalho.
Mas minha mãe dizia que havia gostado do imóvel e do lugar.

Quarta-feira... ligam da imobiliária dizendo para ir pegar a chave do apartamento na sexta!
Nem acreditei!
Finalmente iria sair do Flat!
O aluguél seria de R$ 400 !

Eis que chega a sexta-feira... acredito que era dia 6 de Fevereiro.
Ligam da loja... dizendo que meu carro estava pronto para retirar...
E eu respondi: "Carro, que carro?"
Pois bem... eu, sem ter uma casa para morar ainda oficialmente, pagando metade do salário em Flat, era proprietário de um carro!

Outra noite em claro, lógico!
A ficha não queria cair... eu tinha comprado um carro, naquelas condições?
Nem habilitação eu tinha!
Claro que sabia dirigir, já havia feito auto escola antes.
Mas não tinha a menor pressão em tirar a CNH pois não tinha carro mesmo!

Agora tinha carro !!!

Voltei na loja, ainda sem acreditar.
Lá estava ele, todo vermelhinho me esperando.
Como um bom marinheiro de primeira viagem... tinha que ser esfolado vivo, certo?
A loja não deixou passar a chance.

Me venderam um alarme, que já vinha no carro...
Me venderam um kit de som, que também já deveria estar no carro.
Mais um kit de proteção de borracha para as laterais das portas...

Foi uma festa.
E claro, mais o despachante para fazer a documentação.

Somando tudo, fui esfolado em ...
R$ 1200 pelo som
R$     90 pelo despachante
R$   180 pelo alarme
R$   120 pelas tais borrachas

Nunca comprem um carro na Alpine!
Na hora de sair com o carro, não deixaram. Hahaha
Eu não tinha habilitação.
Precisava ter alguém com carteira de motorista, e ainda assinar um termo de responsabilidade por 30 dias, blá-blá-blá.

Eu nem estava esquentando mais a cabeça!
Eu tinha o meu primeiro carro!
Parecia uma criança com o primeiro Playstation embaixo do braço!
Estava feliz, admito!

A solução foi pedir para um colega de trabalho vir pegar o carro comigo na segunda-feira.
Portanto eu não fui a primeira pessoa a dirigir ele ao sair da loja... paciência!
Meu colega deixou o carro na frente do prédio.
Ai sim, eu pude manobrar ele, entrar pelo portão e descer até a vaga na garagem!

Maior tensão!
Faziam anos que eu não dirigia carro algum.
Estava com medo de fazer alguma besteira logo com o meu primeiro Filhote Sobre Rodas!
desci a rampa na ponta dos dedos!
O portão da garagem aberto, sob os olhos atentos de minha mãe!
Ela sempre fala que foi graças a ela que tive este carro. E FOI MESMO!
Ela viu primeiro!

Entrei na garagem... nervoso para não tocar em nada.
Mas lembro bem da sensação.
A vibração do motor... a pressão dos pedais... o câmbio.
Ele só faz ronco de motor "macho" quando passa dos 120 Km mesmo.
Maravilha da engenharia germânica!
Dirigir ele é um tesão.
Até hoje sinto a mesma alegria de andar nele, como foi no primeiro dia.

Já tem mais de 15 anos de vida.
Nenhum problema grave de mecânica!
Nenhum ruído interno, ou vibrações.
Carro bom, é mesmo carro de antigamente.

Só tive que trocar peças normais de desgaste.
Pneus saíram caros!
Mas fiz questão de manter a linha... Continental, marca também alemã!
Depois de alguns anos, coloquei um DVD, e fiz um charme...
Faixas brancas!

Bom, ele tinha um detalhe meio nojentinho... os bancos traseiros... tinham certas marcas suspeitas.
A menina que foi a primeira dona... fazia um pequeno motel no banco traseiro!
Assim que pude, mandei colocar couro nos bancos.

Era assim ao sair da loja...












Depois dos bancos de couro... ficou com a minha cara! VERMELHOOOOO



















Passou mais um tempo, coloquei insulfim nos vidros, e finalmente as faixas brancas.
As douradas, claro, foram pedido da minha mãe.

Eis o meu primeiro carro, devidamente apresentado.
Por ser o primeiro, ninguém dirige!
E ninguém irá ser dono dele depois de mim.
Como disse um mecânico certa vez, eu casei com o carro!

Hoje, infelizmente ele não tem mais garagem... graças aos animais com quem tenho o desprazer de morar neste condomínio, que optaram por derrubar as garagens e fazer cobertura com toldo vagabundo!
Mas espero que logo eu encontre um lugar melhor para meu filhote sobre rodas morar.

Ótimo sábado a todos.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aniversário de UM Mês do Blog!

Há trinta dias no ar...

Bom dia leitores seletivos deste blog!
Hoje faz exatamente um mês que fiz o primeiro post!
O Google diz que foram mais de 400 visualizações até hoje cedo.
Fico feliz em saber que não sou apenas eu que estou lendo o que escrevo! Hahaha.

Hoje estou precisando mesmo é de ânimo.
Dia 10 é o dia mais triste, pois paguei o maldito condomínio.
Grana que vai pelo ralo, graças a péssima administração destes loucos varridos que fazem parte da sindicância.

Loucos ou cretinos desonestos mesmo.
Dá raiva ler a prestação de contas que imprimem no boleto, todo mês.
É nojento ver que os moradores devem pagar aquilo sem sequer ler o que está escrito.
Deve ser esta, a face do brasileiro em geral.
Paga tudo sem ler.

Triste.
Espero que um dia, em um futuro muito breve, eu possa estar morando em uma casa!
Condomínio, nunca mais!
Ter pessoas safadas ou burras demais, tomando conta da grana dos outros é nojento demais.

Também fico apreensivo por ver que dia 10, a grana está quase zerada, e ainda tem contas para pagar no dia 15.
É, caros leitores, vida de Ex PEA, é foda mesmo.
Felizmente conto com ajuda de pessoas especiais para prevenir que eu caia de vez na loucura de seguir os instintos mais básicos de sobrevivência.

O que seria isso? 
Ha, sair assaltando o meu banco preferido Itaú, pisar na cabeça da síndica e sub síndica, pois é assim que se deve matar cobras, certo?
Vontade de fazer isso tudo, sempre sobra.
Mas aquela coisa chamada Consciência ainda me domina.

Sorte a minha, e da dupla de sínicas safadas que controlam o condomínio aqui.

Li em algum lugar, que hoje é dia de Pizza!
Interessante.
Nem tomei café ainda, e já pensando em pizzas...
Sou um tipo diferente de Garfield: ele com fixação em lasanhas, eu com Pizza, Churrasco, Sorvete, etc.

Falando em felinos, hoje preciso tomar sérias providências, pois a caixinha de areia deles... está precisando ser reciclada urgentemente.
Adoro meus filhotes, por isso fico preocupado com o que pode acontecer quando mudar para uma casa.
Estes aqui sempre viveram trancados em apartamento.


















Devidamente apresentados, Lisa e Stewie.
Lisa, a gata preta atrevida e que gosta de alturas, como em cima da geladeira por exemplo.
Stewie, o balofo folgado e preguiçoso.
Depois alguém vai dizer que os bichos puxam aos donos... Nem sempre!

E pensar que tivemos também um Cocker (Brian) aqui mesmo no apartamento.
Não recomendo uma loucura destas.
Os três se davam super bem.
Mas é muito ruim deixar um cachorro desta raça confinado a uma área de serviço apenas.
Eles precisam de espaço para correr.
Doamos para um casal que mora em casa com quintal espaçoso.

Aproveitem o dia da Pizza então.
Estou pensando em uma lista de próximos posts sobre as primeiras vezes:
- primeiro carro
- primeiro apartamento
- primeiro emprego
- primeira internet
- primeiro beijo e primeira transa serão pulados pois isso aqui não é uma porra de BBB ok!
- primeira demissão
- primeira batida com o carro
- primeira aprovação no vestibular (depois de duas tentativas, a terceira deu certo)

Por enquanto chega!
Vou tomar conta das urgências felinas de hoje, pois o cheiro da caixa de areia está me deixando louco.
Até o Sabadão!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Testes para uma vaga de emprego: o dia seguinte

Ressaca intelectual

Bom dia fiéis e selecionados seguidores deste blog.
Ainda de ressaca da correria que foi o dia de ontem.
Um pouco de sono também.
Mente e corpo cansados, mas com uma sensação boa.

Este feriado (aqui em SP pelo menos), está mais com cara de feriado desta vez.
A rotina dos excluídos da PEA, nos faz perder um pouco da noção sobre dias de semana, finais de semana e feriados.
Afinal, tudo parece ser igual quando você não tem que separar trabalho do lazer doméstico.

Acordei achando que desta vez, deveria encarar o dia com feriado.
Seria um presságio?
Talvez a tal empresa onde fiz os testes ontem, sediada no meio do campus da Unicamp, resolva me contratar.
Ficarei contente, e surpreso ao mesmo tempo.
Não pude conhecer quase nada sobre a empresa, mas o pouco que vi, me deu sinais de que se trata de uma estrutura pequena, como se fossem representantes locais, de uma multinacional de pequeno porte.
E pela idade das pessoas que vi por lá, poderia ser pai de todos.

Não me considero velho, longe disso, mas hoje em dia as empresas adoram pagar merrecas para os mulekes que acabaram de sair de suas faculdades, na base da cerveja e copy-paste do tio Google.

Para quem não entendeu... explico.
A maioria dos estudantes de hoje passa mais tempo no bar bebendo, antes mesmo das aulas.
Eu testemunhei isso diáriamente na Puc Campinas, e sei que na Unicamp o mesmo ocorre em menor intensidade.

E sobre o tio Google, é prática mais do que comum, copiar e colar trabalhos inteiros para depois ter a cara de pau de ir no laboratório de informática, e imprimir o texto com o seu nome na capa.
E pior, faziam isso no horário da aula, para entregar o texto ainda quentinho para o professor.
Pura produção de merdas, é assim que andam nossas universidades atualmente.

E para dar outro exemplo...
Quando resolvi criticar esta prática de copiar tudo, até provas e respostas feitas entre turmas, em um grupo de e-mail da minha ex turma da Puc, imaginem a reação de seus 40 integrantes...
Teve cretino que fez e-mail enorme para me xingar... vejam só.
Aquele besta escreveu mais linhas naquele e-mail, do que em todos os trabalhos que entregou no curso.
E a maioria realmente achou que o errado era eu.
Um ignorante até perguntou se eu era algum padre!

Mas o que esperar de uma safra de estudantes inúteis desta?
Teve um cara em sala de aula, que parou a aula para perguntar ao professor, porque existiam "os pobres" ...
Depois criticam os políticos!
Mas vejam o tipo de gente que frequenta nossas faculdades.

Fechando o parênteses (malhar os estudantes modernos) e voltando à empresa de ontem.
Creio que fica muito mais viável para qualquer empresa, ter sua folha de pagamento uma maioria de jovens sendo mau pagos.
Aquela porcaria de três letrinhas (Ih, que Baita Merda) que o diga.
Em mais de 25 anos de profissão na área de TI, nunca vi uma empresa pagar R$ 900 para pessoal de suporte a servidores de rede, com sistemas críticos.
Realmente, entramos na era dos peões de TI.

Então se as grandes empresas do setor seguem esta prática, porque as médias e pequenas farão algo diferente?
Depois veremos alguns institutos de pesquisas econômicas, daqui e dali, divulgando seus relatórios, dizendo que os salários vem caindo, que a média de faixa etária está ficando mais baixa e etc.

Mas poucos são "machos" para dizer a verdade.
As demissões estão maiores que as contratações.
Empresas estão trocando postos mais caros por opções mais baratas, ou mesmo acumulando funções.
Dois cargos acabam virando um!

Onde fica a Ética?
Ah, esqueçam. Isso não existe no modelo capitalista.

Pena que, em meio a tudo isso, é que as faculdades não produzem mais mão de obra qualificada, que saiba exigir seu valor real em relação ao seu conhecimento.
O Brasil realmente virou lugar de mão de obra barata para as empresas globais.
Junto com China e India, somos o celeiro dos empregados baratinhos.

Espero ter uma surpresa positiva, e descobrir que esta empresa onde fiz testes ontem, seja diferente.
Otimismo!!!

Apesar de resultar em enxaqueca, os testes foram um tesão!
Gosto de provas difíceis.
Nenhuma pergunta técnica de TI.
Todos os testes foram de raciocínio lógico.
E matemática, claro.
E inglês. Para minha sorte, esta parte sempre fica fácil.

Depois de ficar mais de um ano sem sequer fazer uma entrevista, fiquei animado.
Me senti mais vivo que o de costume.
Até me perdi na hora de sair do campus! Estava gostando de passear lá dentro.

Lembrei dos bons tempos em que jogava tênis nas quadras da faculdade de educação física.
Eles tem uma iniciativa ótima!
Fazem vários cursos voltados para a comunidade.
E com preço super acessível.
Onde neste país, teríamos aulas de tênis, duas vezes por semana, por apenas R$ 120 por Semestre?

Desculpem os leitores, mas não irei colocar o link das inscrições aqui! Rsrs.
Já tem muita concorrência por lá.
E quando chega o dia de fazer inscrição, as vagas acabam em poucas horas.
Aproveitei para ver o site agora, e já tem cronograma para o próximo semestre.

Farei um esporte típico de feriado agora!
Ver o Tour de France no sofá, e partidas de Wimbledon.
Com uma leve manta sobre o corpo, afinal parece que esfriou por aqui!
Rsrs.

Bom feriado a todos de SP.

Voltei!
Ontem havia dito que iria postar as fotos do postinho de saúde quase caindo do S.U.S.
Pois bem, aqui vão as fotos.
























Para quem achar que nem estava tão ruim assim, eu não fui ver a ala pior, onde estava "chovendo" dentro das salas dos médicos.